Existem cinco tipos distintos de vinhos: os vinhos tintos, os brancos, os rosés, os espumantes, e os vinhos fortificados. Em Portugal existe um tipo de vinho específico, o vinho verde,
que pode ser tinto ou branco, mas devido à sua acentuada acidez pode
ser considerado como uma categoria à parte. Os vinhos tintos podem ser
obtidos através das uvas
tintas ou das tintureiras (aquelas em que a polpa também possui
pigmentos). Os vinhos brancos podem ser obtidos através de uvas brancas
ou de uvas tintas desde que as cascas
dessas uvas não entrem em contato com o mosto e que essas não sejam
tintureiras. Já os vinhos rosés podem ser feitos de duas maneiras:
misturando-se o vinho tinto com o branco ou diminuindo o tempo de maceração (contato do mosto com as cascas) durante a vinificação do vinho tinto. O espumante é um vinho que passa por uma segunda fermentação alcoólica, que pode ser na garrafa, chamado de método tradicional ou champenoise, ou em auto-claves (tanques isobarométricos) chamados charmat. Ambas as formas de vinificação fazem a fermentação em recipiente fechado, incorporando assim dióxido de carbono (CO2) ao liquido e dando origem às borbulhas ou pérlage.
Os vinhos fortificados são aqueles cuja fermentação alcoólica é
interrompida pela adição de aguardente (~70% vol). De acordo com o
momento da interrupção, e da uva que está sendo utilizada, ficará mais
ou menos doce. O grau alcoólico final dos vinhos fortificados fica entre
19-22% vol. Os mais famosos são o Vinho do Porto (Portugal), o Vinho da Madeira (Portugal), o Xerez (Espanha) e o Marsala (Sicília).
Por conta de obras cinematográficas de parca pesquisa histórica, a maioria das pessoas julga que o consumo do vinho era comum no Egipto
e há quem diga que é de lá sua obscura origem. Entretanto o vinho era
mercadoria importada pelo Egipto, cuja bebida nacional era a cerveja, normalmente feita de restos de pães. Cada país e cada região produtora possui uma classificação própria. Veja a classificação italiana em DOCG, a francesa em AOC e a da União Europeia em Denominação de Origem Protegida.
No Brasil os vinhos são assim classificados:
Quanto à classe
- De mesa: graduação alcoólica de 10° a 13° G.L., possui as seguintes subdivisões:
- Finos ou Nobres: Vinhos produzidos somente de uvas viníferas.
- Especiais: Vinhos mistos, produzidos de variedades viníferas e uvas híbridas ou americanas.
- Comuns: Vinhos produzidos predominantemente com variedades híbridas ou americanas.
- Frisantes ou Gaseificados: Vinhos com gaseificação mínima de meia atmosfera e máxima de duas atmosferas.
- Leve: graduação alcoólica de 7° a 9,9° G.L., elaborado sempre com uvas viníferas.
- Espumante: resultante unicamente de uma segunda fermentação alcoólica , possui alto nível de dióxido de carbono, resultando em borbulhas (graduação alcoólica de 10° a 13° G.L.).
- champanhe - É um espumante feito essencialmente com as uvas Chardonnay e Pinot Noir, mundialmente conhecida, produzida exclusivamente na região homônima na França. Champagne é uma denominação de origem.
- Licoroso: graduação alcoólica de 14° a 18° G.L. Adicionado, ou não, de álcool potável, caramelo, concentrado de mosto e sacarose.
- Composto ou fortificado: graduação alcoólica de 15° a 18° G.L., obtida pela adição ao vinho de plantas amargas ou aromáticas, substâncias de origem mineral ou animal.
Quanto à cor
- Tinto: produzido a partir de variedades de uvas tintas, com longo contato com a casca da fruta. A diferença de tonalidade depende de tipo de fruto, do tempo e do método de envelhecimento.
- Branco: produzido em sua maioria, a partir de uvas brancas. Quando produto de uvas tintas, a fermentação é feita com a ausência das cascas.
- Rosado, rosé ou clarete: com aparência intermediaria pode ser produzido de duas formas:
- de uvas tintas: com breve contato com as cascas que dão a pigmentação ao vinho, que após são separadas.
- por corte: obtém-se pela mistura, de um vinho branco com um vinho tinto.
Quanto ao teor de açúcar
- Vinho Seco: 0 a 5g/L;
- Vinho meio-seco ou demi-sec: 5 a 20g/L;
- Vinho suave: mais de 20 g/l
Quanto à variedade da uva
O vinho é geralmente produzido a partir de uvas das variedades (ou castas) da espécie Vitis vinifera.
Quando uma destas variedades de uvas é utilizada como uva predominante
(geralmente definido por lei, no mínimo 75 a 85 %), o resultado é um
vinho varietal
(também dito monocasta). No entanto, os vinhos produzidos a partir de
misturas de duas ou mais variedades de uvas, não são em nada inferiores
aos vinhos varietais; alguns dos melhores e mais caros vinhos são
produzidos a partir de misturas de variedades de uvas, todas colhidas no
mesmo ano.
Pode também ser produzido vinho a partir dos frutos de videiras de
outras espécies ou de videiras híbridas, criadas pelo cruzamento
genético de duas espécies. Vitis labrusca, Vitis aestivalis, Vitis rupestris, Vitis rotundifolia e Vitis riparia são espécies nativas da América do Norte, cujas uvas são geralmente consumidas como fruta, ou na forma de sumo ou doce de uva, e por vezes transformadas em vinho.
Não se deve confundir o termo híbridas com a prática da enxertia. A maioria das vinhas do mundo encontram-se plantadas com Vitis vinifera enxertadas em bacelos de espécies norte-americanas. Esta prática é comum, uma vez que as espécies da América do Norte são resistentes à filoxera, um insecto parasita das raízes da videira que eventualmente causa a sua morte. No final do século XIX as vinhas da Europa
foram devastadas por este insecto, provocando a destruição maciça das
vinhas então existentes bem como de eventuais replantações. A enxertia é
feita em todos os países produtores de vinho, excepto o Chile e Argentina, ainda não expostos ao insecto.
A variedade das uvas, a orientação das encostas, a elevação e a
topografia da vinha, o tipo e a química do solo, o clima e as condições
sazonais sob as quais as uvas crescem, e ainda as culturas de leveduras
locais, todos juntos formam o conceito de terroir.
O número de combinações possíveis faz com exista grande variedade entre
os produtos vinícolas, a qual é ainda aumentada pelos processos de
fermentação, acabamento e envelhecimento.
Porém, as diferenças de sabor não são desejáveis para os grandes produtores de vinho de mesa
ou de outros vinhos mais baratos, nos quais a consistência é mais
importante. Estes produtores tentaram minimizar as diferenças entre as
uvas de várias proveniências utilizando tecnologias como a micro-oxigenação, filtração de taninos, a centrifugação, a micro e ultra-filtração, a osmose inversa, a evaporação, tratamentos térmicos, electrodiálise, a coluna de cone rotativo entre outras.
Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Vinho#Classifica.C3.A7.C3.A3o_dos_vinhos

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