Sueco Hans Gunnar Liljenwall, atleta da equipe de pentatlo, foi pego
no exame; laudo, noticiado no Estado em 25 de outubro de 1968.
Uma cervejinha para relaxar resultou no primeiro caso de doping
detectado e punido em Olimpíada. O sueco Hans Gunnar Liljenwall, atleta
da equipe de pentatlo, foi pego no exame. O laudo, noticiado no Estado em
25 de outubro de 1968, apresentou "concentração alcoólica excessiva no
sangue durante a prova de tiro". Liljenwall e a equipe sueca vencedora
do bronze devolveram as medalhas. O técnico da equipe confessou que
"seus atletas tinham tomado cerveja antes da prova de tiro".
Os suecos não podiam alegar falta de informação. O álcool já era uma
das substâncias presentes na lista criada em 1967 quando o Comitê
Olímpico Internacional - COI - montou uma comissão médica para combater a
dopagem. Em 2004, o controle passou à Agência Mundial Antidoping (WADA,
sigla em inglês). Atualmente, as substâncias banidas no esporte são
cerca de 240. A Olimpíada de 1968, de inverno em Grenoble na França e de
verão no México, foram as primeiras a ter uma fiscalização contra o
doping.
A dopagem já havia feito vítimas em jogos olímpicos. Em 1960, em
Roma, o ciclista dinamarquês Knut Jensen morreu durante a prova de 100
km. Outros dois atletas da mesma equipe desmaiaram. Suspeitou-se de
insolação: a temperatura naquele dia chegou a 33.°. Mas a autópsia
comprovou o uso de anfetaminas. O técnico dinamarquês assumiu o uso. Em
sua defesa disse que não a usou para dopar, mas para estimular os
atletas.
Fonte: CARLOS EDUARDO ENTINI - O Estado de S.Paulo

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